“RUSSIANS
In Europe and America, there's a growing feeling of hysteria
Conditioned to respond to all the threats
In the rhetorical speeches of the Soviets
Mr. Krushchev said we will bury you
I don't subscribe to this point of view
It would be such an ignorant thing to do
If the Russians love their children too
How can I save my little boy from Oppenheimer's deadly toy
There is no monopoly in common sense
On either side of the political fence
We share the same biology
Regardless of ideology
Believe me when I say to you
I hope the Russians love their children too
There is no historical precedent
To put the words in the mouth of the President
There's no such thing as a winnable war
It's a lie that we don't believe anymore
Mr. Reagan says we will protect you
I don't subscribe to this point of view
Believe me when I say to you
I hope the Russians love their children too
We share the same biology
Regardless of ideology
What might save us, me, and you
Is that the Russians love their children too”
(Sting, 1985)
Em 1985, Sting, que deixara os The Police, lançava-se a solo com o álbum “The Dream of The Blue Turtles” (“O Sonho das Tartarugas Azuis”, tinha de haver algo de azul por aqui!), que incluía o tema “Russians”.
Estava-se de saída da Guerra Fria, e de entrada na Guerra das Estrelas, e não era a do George Lucas, nem as estrelas em causa davam azo a grandes leituras.
No mesmo ano, Elton John dava ao Mundo esse hino da azeiterice que foi a “Nikita”, e dois anos mais tarde Billy Joel e os UB40 viajavam até à Rússia, onde gravaram discos ao vivo.
Do primeiro ficou a versão de “Back in the USSR”, dos Beatles, e dos segundos o álbum “Live in Moscow”, onde constava, por coincidência ou não, o “Rat in the Kitchen”.
Muito antes disso, e nem a Lady Gaga sonhava ainda com o seu “Ra, ra; ra, ra, ra”, em finais dos anos 70, os Boney M cantavam “Ra, ra, Rasputine, greatest russian love machine”.
Entretanto, a perestroyka e a glasnost, não só deitaram abaixo o Muro de Berlim, como parece que varreram a inspiração para novas canções.
Os sovkhozes e os kolkhozes, que se estudavam em Geografia, foram substituídos pelas Gazprom e Sibnefts, e aos estudantes angolanos e de outros Países, politicamente ligados à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, que davam um toque paradoxal de exotismo, juntaram-se agora os jogadores de futebol brasileiros, como o Vágner Love.
Na vizinha ex-república soviética Ucrânia, o Shakhtar Donetsk, nosso velho conhecido da caminhada para o título europeu de 87, com o seu contingente de brasileiros, acabou de bater inapelavelmente e bater a Roma por 6-2 (vitórias por 3-2, fora, e 3-0, em casa).
Cuidado com eles.
“Soyuz”. Para além de ter sido um programa e uma nave espacial soviéticos, significa “união”.
É isso que vai ser preciso hoje. Soyuz, espírito de sacrifício e determinação, é o que nós, que vamos ficar confortavelmente sentados no quentinho dos sofás, vos pedimos rapazes.
E no final da partida, e só no final, não se esqueçam de fazer o tradicional brinde com vodka. E de partir o copo, claro está.
Que os defesas russos fiquem com tantas dores nos rins, como as que a vodka provoca nas costas. Daqueles que cavaram as batatas para a produzir.
Zdorovʹya!
Nota: Bolas! Dêem-me um casaco ao Rolando, que o gajo ainda se constipa!

