Quando o treinador do FC Porto, com Froholdt em campo, substitui Pepê por Eustáquio, e põe-no a jogar junto à linha pela direita, das duas, uma: ou genuinamente espera que Eustáquio seja extremo; ou coloca-o aí para controlar o jogo.
Quem estava a ver o jogo, de certeza que reparou na corrida em que Alberto Costa atravessou meio-campo em progressão com a bola, logo pouco depois da entrada de Eustáquio.
Logo, a intenção de controlar o jogo, é para esquecer.
Se quisesse controlar o jogo, faria muito mais sentido colocar Eustáquio ao centro e pôr Froholdt, que corre como se a vida dependesse disso, na ala.
Portanto, a esperança de que Farioli procure um futebol de controlo de jogo, é vã.
"Lasciate ogne speranza, voi ch' intrate" ("A Divina Comédia", Dante Alighieri)