Azul ao Sul

Sexo em grupo na véspera do Dia dos Namorados

Depois de uma semana de forçado interregno, eis que regresso.


 


E, nada melhor para marcar este reencontro do que prestar a minha singela homenagem à equipa do FC Porto. A quem é que havia de ser? Aos outros toda a gente rende vassalagem.


 


Pois é. Eles é que são os mais maiores grandes, eles é que jogam o melhor futebol do Mundo e arredores, eles é que estão quase a chegar outra vez aos calcanhares do Barcelona. Ou será do Estugarda? Não, é mas é do Hapoel!


 


Perderam a Supertaça? Sim, mas foi porque os malandros da Liga (ou será da Federação? Acho que sim, é da Federação…Porra, lá se vai a teoria da conspiração!) abriram muito cedo as hostilidades e os meninos ainda estavam de férias.


 


Levaram cinco para a Liga do patrocinador? Isso foi azar nítido, e um mau momento do, então (e sempre), palhaço, e agora, de novo prestes a pedir meças ao Special One (António-Pedro Vasconcelos dixit), treinador.


 


O que interessa é que nos foram ganhar ao Dragão, para a Taça Millenium. Aí sim, fomos prendados com uma grandiloquente exibição. Pena as falhas dos adversários, que por sinal, até deram origem aos golos. Palermas tinham que borrar a pintura daquela maneira…


 


Muito mais do que o clássico que se avizinha, elegeram o nosso jogo em Braga como o jogo da época. E ainda há quem, na sua inocência, afiance que fomos nós, pobres de nós, que exaltámos para lá do razoável a importância desse jogo. Logo nós, que, como todos sabem, controlamos de cima abaixo a comunicação social.


 


Qual clássico? Isso não importa para nada, o Sporting tem é que pensar na Liga Europa, dizem os experts espertalhaços.


 


Mas voltemos ao jogo da época. Ao bem escolhido árbitro, juntaram-se mais dois escolhidos a dedo para o seu jogo e para o do próximo adversário, como se a jornada 19.º fosse de vida ou morte. Dois deles portaram-se à altura. O terceiro, só de nome, tolheu de tal maneira o oponente, que mais parecia que estavam a disputar a Taça da Amizade.


 


Entrar em campo com o João à frente, é caminho e meio andado para a vitória.


 


E afinal de contas, em que é que param as modas?


 


O FC Porto, que joga mal e porcamente, ganha por dois a zero na Pedreira, e apesar dos pesares, continua com oito pontos de vantagem, para alguns excessivamente realistas, e onze, para outros excessivamente rigorosos.


 


No ar, após o jogo, ficou a sensação de que estivemos perante uma gigantesca sessão de sexo em grupo. Seis milhões, mais coisa, menos coisa, foram fornicados, quiçá por via anal, pela nossa vitória.


 


Que continuem assim. Mas que não fiquem de cócoras. Levantem-se, e olhem para cima, que é lá que nós estamos. Onze pontos à frente, até domingo, que mais não seja…


  


  






 






Nota: o vídeo é também ele uma singela homenagem a esse fenómeno do nosso panorama musical, os Irmãos Catita. É pena que não seja um vídeo-vídeo, mas fica o momento de grande musicol…

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