(Moda treino selecção nacional - Moda Dragão 2011/2012 - Moda papoila 2011/2012)
(Moda papoila 2010/2011 - Moda 2011/2012)
Não, não me passei dos carretos para espetar aqui com este estendal de camisolas, das quais só uma é que merece efetivamente cá estar.
Certamente conhecem o dito que dá título ao texto, sem a parte do “às vezes”, obviamente.
Não sei se é causa ou efeito daqueloutro aforismo, que diz que “o cliente tem sempre razão”. Talvez nem sequer tenham alguma coisa que ver um com o outro. Não interessa.
Aquelas camisolas estão ali por um motivo. Queiram, se fazem o obséquio, tentar descobrir as diferenças...
Pois é. Aquela história do cliente ter sempre razão, e de quem paga mandar, nem sempre acontece.
Todos conhecemos a imagem institucional da TMN: as letras a branco sobre o fundo azul. Ora, a Portugal Telecom (PT), que patrocina os três grandes do futebol português através das suas marcas TMN e Meo, abdica num dos casos que podemos observar naquelas camisolas, de utilizar a sua imagem de marca.
Porquê? Muito simples e cristalinamente, porque os adeptos de um certo e determinado clube acharam por bem banir a cor azul dos equipamentos dos seus jogadores. Um bom motivo, excelente, diria mesmo.
E para tanto deram-se ao trabalho de lançar petições na internet e criar páginas no Facebook, que não vou linkar, porque para publicidade já basta.
Perante isto, o que é que fazem a TMN ou a PT, que por mero acaso, até estão a soltar o pilim? Retiram o azul dos equipamentos.
Ou seja, estão a pagar para inscrever a marca nas camisolas, mas no fundo, o clube em questão é que parece estar a fazer o grandessíssimo favor de a albergar, e dita as regras a observar para lá permanecer.
Passando ao lado da estupidez que está subjacente a isto tudo, questiono: o que é que a TMN ganha ou perde com isto? Se a imagem corporativa da empresa não conta para nada, que sentido faz esta publicidade em termos de impacto junto do seu eventual público-alvo?
Se, ainda para mais, este patrocínio é partilhado com os outros dois grandes, alguém acredita que esta publicidade feita nas camisolas tenha alguma relevância nas escolhas dos consumidores? Posso estar redondamente enganado, mas parece-me que não.
Um benfiquista vai deixar a TMN, por ter lá o azul, ou um portista vai fazer o mesmo, porque a dita operadora patrocina os outros dois clubes? Custa-me a crer.
Como pressupunha o Adam Smith, na sua teoria da “Mão Invisível”, os consumidores comportam-se racionalmente. Ainda que neste caso se trate de futebol, e quando aqui chegamos a racionalidade não seja um ponto assente, não é de afastar de todo esta hipótese.
A que se deve então esta subserviência da PT (via TMN) ao diktat do mais grande do Mundo dos arredores de Carnide? Quanto a mim, a nada de especial. É apenas a mais que natural vassalagem que este triste País, e a maior parte das suas instituições, dedicam àquele emblema.
Convirá não esquecer, que é também contra isto que nós lutamos!
Nota: Esta situação não é totalmente ímpar. Para os lados da Calimeroláxia, parece que também estará em curso uma petição para a remoção do azul. Boa sorte!
Do nosso lado, podemos rabear que não queremos o Meo nas nossas camisolas, mas enquanto pagarem…
Por mim, depois de observar as estruturas accionistas, quer da PT, quer da Zon, chego à conclusão que vejo mais coisas que não me agradam no caso da segunda, que no da primeira.
As minhas reticências relativamente ao Meo prendem-se muito mais com aqueles indivíduos mal-cheirosos que lhe fazem publicidade.
Outro tanto vale para o Sapo, e para a respectiva plataforma de blogs. Fazendo uma rápida passagem pela bluegosfera, os únicos blogs que conheço no Sapo, para além do Azul ao Sul, são o FCP para sempre e o BiTri.
Como não conheço as outras plataformas, coloco a hipótese de que tal se deva a questões meramente técnicas…
GES – 10,45%
RS Holding – 10,05%
Telemar Norte Leste – 7,20%
CGD – 6,23%
Brandes Investments Partners – 5,24%
Norges Bank – 4,96%
Capital research and Management – 4,79%
UBS Ag – 4,69%
Europacific – Growth Fund – 2,57%
Grupo Visabeira – 2,64%
Barclays – 2,48%
BlackRock – 2,35%
Controlinveste – 2,28%
CGD – 10,88%
Kento Holding – 10%
Banco BPI – 7,56%
Telefónica – 5,46%
GES – 5%
Joaquim Oliveira – 4,84%
Fundação Joe Berardo – 4,34%
Ongoing – 3,29%
Estêvão Neves – 2,94%
Cinveste – 2,82%
Grupo Visabeira – 2,15%
Norges Bank – 2,06%
Banco Espírito Santo – 2,03%
Grupo SGC – 2%
ESAF -1,97%
BES Vida – 1,85%
Metalgest – 1,29%





