Uns breves comentários sobre a algumas situações dos jogos do FC Porto e do Benfica da última jornada, e outras miudezas, que o tempo não dá para mais.
Começando pelos árbitros nomeados: João "pode ser" Ferreira, no Marítimo x Benfica, Lucílio "o melhor jogador" Baptista, no Académica x SC Braga, Bruno Paixão, no Sporting, e o bisonho Rui Costa, no FC Porto x Paços de Ferreira.
Salvou-se o Bruno Paixão. Deve ser por o Sporting estar à distância que está do topo da tabela. João Ferreira, depois do túnel, arbitra de seguida jogos do FC Porto, e do Benfica. Coincidência? Lucílio Baptista, sem comentários. É escusado.
Rui Costa, o nome impõe respeito. Seria isso?
Seguindo pelo FC Porto.
Não vi a fase inicial do jogo, mas vi um resumo na SIC, onde certamente por engano, se viu, nos primeiros minutos de jogo, alguns jogadores do Paços molharem a sopa que nem uns valentes e a arrearem umas belas castanhas em jogadores do Porto, nomeadamente o Ozeia, que curiosamente, até viria depois a ser expulso, já perto do final do jogo.
Isto não apareceu em nenhum do resumos que vi posteriormente, por isso, não consigo apontar situações em concreto.
Os resumos começam pela jogada do Bruno Alves e do William.
O jogador do Paços de Ferreira dá um encosto no Bruno Alves, que lhe responde, e depois prega-lhe uma cotovelada. A opinião generalizada é a de que terá faltado a amostragem de um cartão amarelo ao capitão portista.
Mas, porquê só ao Bruno Alves e porquê cartão amarelo? Porque não cartão amarelo para os dois? Ou cartão amarelo para o pacense e vermelho para o Bruno Alves? Não há por aí nenhum fundamentalista que pense assim? Ou as jogadas de cotovelo do Cardozo são um factor de inibição?
A jogada do Beluschi, que lança a bola contra a cara do adversário. Se eu tivesse a certeza de que era essa a sua intenção, e tudo parece apontar nesse sentido, teria que ser cartão vermelho. Não sei se terá tentado lançar, e a bola vai à cara do adversário, mas acho que não. Fica a (minha) dúvida.
Será que aqui o factor de inibição terá tido a ver com uma certa bolada na cara do adversário dada pelo Javi García, há não muito tempo atrás?
O golo anulado ao Falcao. Bem, o que dizer de mais este golo anulado? Nada. Foi mal anulado, e pronto.
A jogada do Varela, idem. Se não tem sido assinalado o offside, conseguiria dominar a bola, e dar sequência à jogada? Nunca saberemos.
O golo do Falcao. Muito honestamente não consigo dizer se é marcado com a cabeça, se com mão. Como acredito que a maior parte dos mortais, árbitro e árbitro(s) auxiliar(es) incluído(s), também honestamente conseguirão.
Nunca joguei futebol a sério, mas dei umas cabeçadas, e parece-me que, tendo em conta a trajectória e velocidade da bola, posteriores ao contacto com o Falcao, com um centro raso e tenso daqueles, tudo aponta para que tenha sido uma cabeçada.
Parece-me a mim, com a lacuna que atrás apontei, que para ser com a mão teria necessariamente que haver um movimento desta na direcção da bola (soco). O que se vê é que o Falcao salta e a mão acompanha o salto, não há qualquer outro movimento forçado, e até parece que o jogador salta de olhos fechados(?).
Se, com a força com que a bola é centrada, fosse bater na mão, sem o dito movimento, provavelmente mudaria de trajectória (para cima, para baixo ou para o lado), mas duvido que no sentido que o fez, e com a força com que o faz.
Mas isto sou eu a pensar.
Agora, vir alguém como o Rui Santos dizer, com toda aquela certeza, que o golo foi marcado com a mão, e, para cúmulo, pedir um sumaríssimo para o jogador do FC Porto. Haja paciência!
Estará o Sr. Rui Santos assim tão seguro de que foi com a mão? Se é assim, não são necessárias novas tecnologias nos jogos de futebol. Basta pôr lá o Sr. Rui Santos a visualizar as jogadas duvidosas, e estará o problema da verdade desportiva resolvido.
Então, e o Sr. Rui Santos não terá lido por acaso, uma recente entrevista dada pelo omnisciente Dr. Ricardo Costa àquela coisa, de nome "Record", onde este, com enfado, esclarece que já disse "quinhentas vezes", que uma das condições para aplicação do sumaríssimo é que o árbitro não tenha visto a jogada? Por exemplo, uma agressão que se passe nas suas costas, e longe do local onde a bola é disputada.
Se o árbitro vê o lance, e o ajuíza (bem ou mal, não é essa a questão), não há lugar a sumaríssimo. Recorda-se do cartão amarelo recentemente mostrado pelo Olegário Benquerença ao Luisão, Sr. Rui Santos? O árbitro viu a agressão, ajuizou mal e deu amarelo ao jogador benfiquista, mas como viu e ajuizou, não pode haver sumaríssimo.
O Sr. Rui Santos não sabe disto? Ou esqueceu-se? Ou apoio dado à sua petição por aquele senhor de bigode, concorrente do Presidente da República, tinha implícita alguma contrapartida?
Pois é, para além da verdade desportiva, alguma honestidade intelectual e ponderação vinham a propósito, antes de se iniciarem ondas, que podem desencadear maremotos.
Falta a expulsão do Ozeias. O que dizer? Mais um erro crasso da arbitragem, como o da expulsão do guarda-redes da União de Leiria na semana passada. Tem todo o cheiro a compensação dos erros anteriores, para não dizer mais. A arbitragem portuguesa é assim. Se o Vítor Pereira não sabe o que fazer, quem é que sabe?
E o Benfica? O Benfica cantando e rindo.
Mais um jogo à maneira. Um primeiro golo sem nada para dizer, e acabou o jogo.