Azul ao Sul

Hoje é dia do Bobó

Podia ser dia de assembleia geral do Sporting, mas não. Os órgãos sociais de tão distinto clube, para não morrer, mataram-se, e não há assembleia para ninguém.


 


E assim, ficámos nós todos privados de um momento burlesco de nonsense do mais fino recorte.


 


Por isso, celebremos o dia do Bobó. Para que não fiquem com ideias, esclareço desde já que o Bobó a que me refiro é, nada mais, nada menos, que o Mamadu Bobó Djaló.


 



 


Esse mesmo, o que andou durante épocas de camisola esquisita vestida, a testar a compacidade das canelas alheias.


 


Ainda recentemente me lembrei dele, a propósito da escassez de avançados que se fazia sentir há umas semanas atrás.


 


Posso estar redondamente enganado, mas tanto quanto me recordo, a estreia do Bobó com a camisola da nossa primeira equipa, aconteceu no velhinho pelado de Vidal Pinheiro, contra o Salgueiros.


 


  



 


Nesse dia, por algum motivo que, tenham paciência, mas não me recordo, todos os pontas-de-lança do plantel, que eram apenas o Gomes, o Walsh e o Jacques, estavam inoperacionais.


 


O que é que o Pedroto fez? Num daqueles rasgos de génio que o caracterizavam, lançou-o como avançado-centro.


 


A coisa não surtiu por aí além, pois a partida terminou a zeros. Para o Bobó também não adiantou grande coisa, e só mais tarde, com a tal camisola quadriculada esquisita haveria de conquistar o seu espaço, e defendê-lo com um pundonor digno de registo, sendo sempre um dos mais amarelados do campeonato.


 


Por esta altura, estarão certamente a magicar por que raios é que fui desencantar isto agora.


 


Pois bem, o Bobó faz hoje anos, e segundo os “Cadernos” de um conhecido papel para forrar fundos de gaiolas de periquitos, de que fui comprador assíduo até há um par de épocas atrás, terá sido durante alguns anos, o único jogador da 1.ª Divisão (lembram-se quando se chamava assim?) com o qual partilhei (e partilho) a data de aniversário.


 


Parabéns Bobó, pelas 50 Primaveras!


 

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